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Mercosul aprova por unanimidade a TEC de 30% para o arroz
20/05/2010

Representantes das entidades arrozeiras da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai aprovaram por unanimidade a elevação de 12% para 30% da Tarifa Externa Comum (TEC) incidente sobre a importação de arroz de terceiros países pelo Mercosul. A decisão foi tomada em reunião dos representantes das cadeias produtivas em Rivera, no Uruguai, nesta terça-feira. O documento, denominado “Carta de Rivera”, será encaminhado aos respectivos ministros da Agricultura para a formalização da medida, pois a elevação da alíquota compete aos governos federais. “De nossa parte, o documento já segue amanhã ao ministro Wagner Rossi, pois ele se comprometeu a apoiar a iniciativa desde que houvesse a anuência dos demais países”, informou o presidente da Federarroz, Renato Rocha. Segundo ele, nessa quarta-feira as entidades argentinas, uruguaias e paraguaias encaminharão a decisão setorial aos respectivos governos. O percentual de 30% foi decidido com base nos cálculos feitos pelo setor, que o considera suficiente para afastar o risco de concorrência nociva do arroz asiático e norte-americano à produção interna. “A verdade é que o Mercosul tem arroz para garantir o abastecimento do bloco e para exportar os excedentes. A entrada de arroz subsidiado na origem no mercado brasileiro, principalmente, acarretaria prejuízos a toda a cadeia produtiva e até mesmo ao governo federal, que precisaria entrar com recursos públicos para os mecanismos de comercialização, formação de estoques e garantia de preços”, acrescenta o dirigente arrozeiro. O setor também mobiliza-se políticamente com a bancada ruralista em Brasília. No próximo dia 31, o presidente da Federarroz estará na capital federal para uma reunião do grupo de trabalho do Planejamento Estratégico da Cadeia Produtiva do Arroz, da Câmara Setorial, e buscará contato pessoal com o ministro Wagner Rossi e sua assessoria, para reforçar o pleito. “De qualquer maneira, nossos deputados estão tratando do assunto com o governo”, revelou. Também representaram o Brasil no encontro o presidente do Irga, Maurício Fischer, e o presidente da Comissão do Arroz da FARSUL, Francisco Schardong. Nova reunião com o segmento foi agendada para junho, quando serão abordados dois temas: a exportação conjunta de arroz para terceiros mercados e uma proposta de elevação de consumo intrabloco.


Após apelo de lideranças orízicolas, Rossi prometeu que a Conab anunciará leilões na próxima semana
22/06/2010

Brasília, 22 de junho de 2010 – O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, prometeu nesta teça-feira (22), durante reunião com as principais lideranças da cadeira produtiva do arroz, autorizar a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a iniciar nas próximas semanas as operações de apoio a comercialização do grão. A decisão foi tomada após inúmeros apelos do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) que relatou ao ministro a difícil situação vivida pelos produtores no Rio Grande do Sul. “Além de sofrerem com a quebra de safra de 1,5 milhão de toneladas, os orizicultores gaúchos estão desesperados com o preço do arroz no mercado. Em vários municípios o valor está abaixo do mínimo estipulado pela Conab. O governo precisa intervir rapidamente”, clamou. Quando ao montante de recursos destinados para os mecanismos da Conab, Rossi disse que não existe valor fixado, mas garantiu que não faltará dinheiro para apoiar o setor. O setor pede a liberação de R$ 350 milhões para contratos de opção com preço de referência de R$ 28,85 para 1º de agosto e R$ 30,35 para 1º de outubro; R$ 100 milhões para os mecanismos de apoio e fomento às exportações, como Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (Pep) e R$ 50 milhões para Aquisições do Governo Federal (AGF). Outro assunto discutido na audiência foi a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC). Após ouvir os argumentos do deputado Heinze pelo aumento da alíquota, Rossi afirmou que o tema depende de decisão de vários ministros e por isso precisa de um debate mais amplo. Para conter as importações do cereal de países que não integram o Mercosul, o Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, disse que as fiscalizações nos portos serão mais rígidas. Prorrogações: O parlamentar voltou a cobrar do ministro uma decisão para o pleito apresentado pelo setor rural que reivindica a prorrogação das parcelas dos custeios alongados de safras passadas e dos investimentos vencidos e a vencer em 2010. Rossi disse que o assunto está sendo conduzido pelo secretário executivo da Pasta, Gerardo Fontelles. Uma reunião chegou a ser agendada no Ministério da Fazenda, porém foi cancelada.

 
Irga realiza Programa de Capacitação
21/06/2010

Cachoeirinha - O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) realiza um programa de capacitação com auxílio da Rede Metrológica RS para Responsáveis Técnicos e analistas na área de sementes. O objetivo é aperfeiçoar a qualidade dos serviços realizados pelos Laboratórios de Análises de Sementes (LAS) do Instituto, além de adequar às exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nos dias 09 a 11 de junho foi realizado curso de Sistema de Gestão para Laboratórios de Ensaios e de Calibração segundo a NBR ISO/IEC 17025:2005. O encontro teve como objetivo apresentar e discutir às exigências contidas nesta norma, bem como, melhor identificar de que modo a norma se aplica nas atividades de gestão dos LAS. Como parte do programa de capacitação, será realizado nos dias 23 e 24 de junho, treinamento em Auditoria Interna para formar consultores internos na Rede. De acordo com o Engenheiro Agrônomo da Sessão de Sementes do Irga, Felipe Gutheil Ferreira, após a realização dos cursos os LAS serão auditados por consultores da Rede Metrológica RS. “Com isto, será possível identificar as oportunidades de melhoria e as formas de implementação, bem como, identificar as ações corretivas a serem realizadas no Sistema de Gestão da Qualidade”, afirmou. Com o término destas capacitações será possível aperfeiçoar o Sistema de Gestão da Qualidade dos LAS, bem como, proporcionar o repasse deste conhecimento a todos os colaboradores da Rede LAS IRGA

 
Federarroz debate comercialização e safra com o ministro Rossi
21/06/2010

O presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, se reunirá na manhã desta terça-feira, em Brasília, com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. Rocha espera receber boas notícias sobre medidas de socorro aos produtores atingidos por enchentes, a elevação da TEC e os mecanismos de comercialização do arroz. Rocha vai ao encontro acompanhado de Ademar Kochenborger, presidente da União Central de Rizicultores (UCR), de Cachoeira do Sul (RS) e do superintendente da Regional Centro do Sicredi, Roberto Vargas, que apresentará as medidas do Sistema de Crédito Cooperativo em auxílio aos produtores atingidos pelas enxurradas provocadas pelo fenômeno “El Niño”. Também acompanharão o encontro o presidente da Câmara Setorial do Arroz, Francisco Schardong, e o presidente do Irga, Maurício Fischer, entre outras lideranças. A expectativa do setor é para o anúncio da liberação de recursos e programação dos leilões de contratos de opções para a sustentação de preços internos, hoje abaixo do mínimo garantido pelo governo federal: R$ 25,80 a saca. “Diante da realidade do mercado, não há razão para o governo federal adiar os mecanismos”, afirma. Rocha propõe a realização dos leilões já na primeira semana de julho. Com os mecanismos em ação, os produtores têm a opção de segurar a oferta de arroz no mercado e equalizar preços. Se o mercado não reagir acima do preço mínimo, têm a opção de vender para o governo. Além de contratos de opção, o setor está pedindo a contratação de AGFs. A transferência do vencimento da primeira parcela de custeio de julho para outubro, já ajudou a reduzir a pressão de oferta. Outra demanda do setor é a elevação de 12% para 30% da Tarifa Externa Comum (TEC), de forma a restringir a entrada de arroz de terceiros mercados (extra Mercosul) no Brasil. O setor parte do princípio de que há cereal suficiente no bloco econômico para assegurar o abastecimento nacional e a entrada de arroz de outros mercados afetaria ainda mais drasticamente as cotações internas, provocando mais um sério prejuízo ao setor produtivo. PRODUSA - Por fim, os representantes dos arrozeiros apresentarão seus argumentos para que o Programa de Estímulo à Produção Agrícola Sustentável (Produsa), do BNDES, que deverá ser usado em socorro aos agricultores que tiveram perdas pelas enchentes na safra passada, seja adequado à realidade do setor. O maior problema, segundo Renato Rocha, está nas garantias exigidas. “Hoje o arrozeiro precisa oferecer garantias para o risco da operação, mas muitos perderam tudo. Além disso, dando essas garantias, o produtor não terá como garantir o custeio da safra e plantar. Além disso, muitos já têm as garantias comprometidas com prorrogações, Pesa e Securitização. Esse é o maior impasse”, diz Rocha. O pedido é de que o governo federal assuma as garantias e encaminhe os recursos não do sistema financeiro, mas do Tesouro Nacional. O segmento pede ainda que o limite da linha de financiamento passe dos R$ 400 mil propostos para R$ 600 mil. Hoje a proposta é de pagamento em oito anos, com 2 anos de carência e a Federarroz pede que a esse sistema seja agregado um rebate de 50% para as parcelas pagas até o vencimento. Além da reunião com o ministro Rossi e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dirigentes arrozeiros se encontrarão com técnicos do Ministério da Fazenda para buscar, tecnicamente, a viabilidade dessas operações o mais rápido possível

 
Senhores membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz,
21/06/2010

O documento é resultado do trabalho do Grupo de Trabalho – GT, composto pelo Presidente da Câmara – Francisco L. Schardong, e demais representantes membros da Câmara, abaixo citados: ABIARROZ/ ANDRESSA SILVA, CONSULTOR DA CÂMARA/ PAULO MORCELI, CONAB/ REGINA CÉLIA, CNA/ FRANCISCO L. SCHARDONG, FEDERARROZ/ RENATO ROCHA e MARCO AURELIO, IRGA/ RUBENS SILVEIRA, SINDARROZ –MT/ MARCO LORGA, SINDARROZ–RS/ ELIO CORADINI, SINDARROZ–SC/ JAIME FRANZER, SINDIATO/ PAULINHO. O grupo se reuniu em duas oportunidades, nos dias 03 e 31 de maio no Ministério da Agricultura, além de contatos por email e telefone, tendo a consolidação da proposta sido conclusa nesta semana. O objetivo deste trabalho é identificar os gargalos e potencialidades do setor, construindo uma Agenda que balizará as discussões da Câmara e a Construção das Políticas Públicas para o Setor nos próximos cinco anos. A agenda foi organizada em 12 grandes TEMAS, cada um deles com um ou mais ITENS. Cada ITEM, por sua vez, possui uma ou mais DIRETRIZES, que são aspectos relevantes que devem ser considerados nas discussões. É muito importante que cada um dos senhores avalie a proposta que ora apresentamos e faça as sugestões que julgar necessárias. Há um espaço reservado para isso na coluna Comentários. O Documento será discutido e validado na próxima reunião da Câmara a se realizar no dia 13 de julho próximo, em Brasília - DF. Considerando que a proposta de Agenda será analisada, previamente, por todos, discutiremos apenas as questões levantadas pelos membros, para esclarecer eventuais dúvidas e/ou acolher sugestões. Assim minimizaremos o tempo e aprimoramos a qualidade das discussões. A partir de então, nas reuniões seguintes, serão definidas as ações propostas para cada ITEM de Agenda, conforme as diretrizes sugeridas; quem serão as competências que farão as ações; quais as entidades a ser envolvidas, bem com determinar os prazos para a execução dos trabalhos. Ressaltamos que o documento aprovado pela Câmara será entregue, como contribuição do setor, ao novo Ministro da Agricultura que acaba de assumir o cargo, bem como ao que vier a partir de janeiro de 2011. Finalmente, sugerimos que o referido documento seja, também, levado ao conhecimento dos candidatos à Presidência da República, a governos estaduais, parlamentares e outras autoridades, como contribuição do Setor para a formulação dos Programas de Governo. Contamos de contar com as contribuições e empenho de todos para fazer deste Documento o mais representativo possível de toda a Cadeia Produtiva, desde já agradecemos e nos colocamos à disposição.

 
Irga comemora 70 anos de pesquisa e tecnologia
18/06/2010

Cachoeirinha - O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) realizou nesta quinta-feira (17), atividades em comemoração alusiva aos 70 anos da Autarquia, na Estação Experimental do Arroz (EEA). A programação especial reuniu produtores, funcionários, conselheiros, ex-presidentes, deputados estaduais e federais, e representantes de entidades ligadas ao setor. A governadora do estado do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius, esteve representada pelo secretário da Educação, Ervino Deon. “Este é um momento marcante para a orizicultura”. As palavras foram do presidente do Irga, Maurício Fischer, ao se referir sobre os importantes avanços de produtividade no Estado, por meio da difusão de pesquisa e tecnologia, além do apoio do Governo do Estado que atendeu uma série de investimentos em prol da lavoura de arroz. O secretário da Educação, Ervino Deon, destacou a importância do Instituto. “O Irga é uma marca que está presente nos gaúchos, não só nos produtores, mas em todos os gaúchos. A pesquisa tão bem aplicada, o aumento de produtividade, o nível tecnológico e o salto de qualidade e o desenvolvimento de um produto nobre que é este cereal. A governadora abriu espaço para aplicar esta estrutura organizada, além da segurança que a Instituição transmite ao Governo e ao Estado através dos resultados, do conhecimento, e da visão de pesquisa, do futuro”, afirmou. Deon recebeu uma placa em homenagem à governadora Yeda Crusius, como forma de reconhecimento e apoio ao setor arrozeiro. O chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied, também foi homenageado pela dedicação e apoio ao Instituto. De acordo com Lied, o Irga está mostrando nestes 70 anos a força que tem. “O respeito por uma Instituição deste nível que marca hoje uma trajetória de progresso”, destacou. Entre os homenageados, o ex-secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, João Carlos Machado, recebeu a placa em agradecimento pelos serviços prestados ao Irga. Para Machado, o Instituto traz uma história de conquistas, de crescimento de produtividade. “Os investimentos realizados em pesquisa e infra-estrutura ajudaram a construir a grandeza e a riqueza deste Estado”, salientou. Após as homenagens, a comemoração foi marcada com um ato solene, onde as autoridades fizeram o descerramento da placa de inauguração das obras. Entre as melhorias, destacam-se o cercado da EEA, a construção de muros de concreto, o calçamento da Estação, o depósito de combustível e lubrificantes e pista de lavagem, a construção do laboratório de Biotecnologia, casa de vegetação (Fundação IRGA), estrutura da pós colheita, prédio dos defensivos e salão de eventos. Foi servido no almoço, arroz com marreco, paella campeira e risoto de camarão, além de arroz de leite e um bolo feito com farinha de arroz.

 
Apesar da prorrogação de custeio, preços ainda caem no RS
17/06/2010

A terceira semana de junho abriu indicando queda nas cotações de arroz em casca, mantendo a trajetória baixista iniciada ainda no final de abril. O mercado já opera abaixo dos R$ 27,00 na maioria das praças em comercialização livre no Rio Grande do Sul, com baixa demanda pelas indústrias – abastecidas pelas compras do primeiro quadrimestre e pelo arroz a depósito e importações – e o aquecimento da oferta pelos produtores nos últimos dias. Aguarda-se um arrefecimento dessa oferta em razão do anúncio, pela Federarroz, do alongamento do prazo de vencimento das primeiras parcelas do custeio de safra, pelo Banco do Brasil e o Sicredi. Até a última sexta-feira, 11/6, o indicador Cepea/Esalq – BVM&F indicou queda de 3,17% nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, com cotações em R$ 26,68 para a saca de 50 quilos posta na indústria (frete incluso), com padrão de 58x10. Na semana a média de preços foi de R$ 26,82. A previsão dos analistas é de que o mês de junho se mantenha com queda de preços em razão da pressão de oferta, baixa procura pela indústria e equalização dos volumes adquiridos pelo varejo. O setor aguarda o anúncio de leilões de contratos de opção para julho, como forma de balizar o mercado.

 
Preço do arroz em casca volta a mostrar fraqueza no mercado gaúcho
17/06/2010

Com o real ganhando força em relação ao dólar e as cotações internacionais operando de forma lateral, a retomada de preços no âmbito doméstico parece cada vez mais dependente de alguma ação do Governo Federal. Esta é a opinião do analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento. "Esta poderia vir pela elevação da Tarifa Externa Comum ou através da utilização de mecanismos de sustentação de preços pelo governo, como contratos de opção e PEP", destaca. Neste contexto, o preço voltou a cair, como já havia ocorrido na primeira semana de junho. Nesta quinta-feira (10), a média de preços no Rio Grande do Sul - principal referencial nacional - ficou em R$ 26,99 por saca de 50 quilos de grão em casca. Ao final da semana passada, a saca gaúcha tinha cotação média de R$ 27,36. No âmbito externo, destaque para o relatório de junho de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira (10), que estimou a produção mundial de arroz beneficiado em 459,44 milhões de toneladas para 2010/11, ante os 459,74 milhões de toneladas apontadas no mês anterior. Para 2009/10, foi estimada safra de 440,57 milhões de toneladas. As exportações mundiais de arroz beneficiado foram estimadas em 31,49 milhões de toneladas para 2010/11, ante 31,42 milhões indicadas no mês passado. A estimativa para o consumo é de 452,79 milhões de toneladas de beneficiado para 2010/11, ante 453,44 milhões de toneladas indicadas no mês passado. Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais mundiais de arroz beneficiado na temporada 2010/11 foram previstos em 96,27 milhões de toneladas, ante 96,62 milhões de toneladas no relatório anterior. Para 2009/10, foram estimados estoques de 89,62 milhões de toneladas. A Índia deverá produzir 99 milhões de toneladas em 2010/11, a Tailândia 20,6 milhões e o Vietnã 24,75 milhões de toneladas. A safra brasileira está estimada em 8,40 milhões de toneladas de beneficiado. A safra da Indonésia está projetada em 40 milhões de toneladas. A produção chinesa está estimada em 137,50 milhões de toneladas.

 
Orizicultores gaúchos buscam apoio do governo para garantir comercialização da safra
17/06/2010

Brasília, 15 de junho de 2010 – Lideranças do setor orizícola gaúcho reúnem-se nesta quarta-feira (16), às 14h, com técnicos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para discutir a aplicação de recursos federais para operacionalização dos mecanismos de apoio a comercialização da atual safra. Segundo o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), o setor reivindica a liberação de R$ 500 milhões para equilibrar a oferta do grão no mercado interno. “O governo precisa apoiar os produtores nesse momento de queda no preço do produto”, afirma. Caso o repasse do montante seja confirmado, R$ 350 milhões devem ser destinados para contratos de opção com preço de referência de R$ 28,85 para 1º de agosto e R$ 30,35 para 1º de outubro; outros R$ 100 milhões para os mecanismos de apoio e fomento às exportações, como Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (Pep) e R$ 50 milhões para Aquisições do Governo Federal (AGF). A expectativa do setor é que o recurso seja suficiente para retirar do mercado 1,5 milhão de toneladas, o equivalente a 30,6 milhões de sacas.

 
Governadora Yeda Crusius recebe convite para os 70 anos do Irga
11/06/2010

Porto Alegre - O secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, Gilmar Tietböhl, e o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Maurício Fischer, entregaram à governadora do estado do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius, nesta quinta-feira (10), o convite para a comemoração alusiva aos 70 anos do Instituto. O evento será realizado no dia 17 de junho de 2010, às 10 horas, na Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha. Há 70 anos, o Irga se mantém fiel à missão de promover o desenvolvimento sustentável do setor orizícola. Nos últimos anos, as lavouras de arroz do RS vêm apresentando uma verdadeira revolução tecnológica, fazendo com que o Estado cumpra seu papel como grande produtor, a cada ano mais competitivo diante de países da América do Sul e com outros estados. O RS é hoje responsável por 63% da produção nacional do cereal e por 50% da produção do Mercosul, figurando entre as sete maiores produtividades mundiais de arroz. Participaram da solenidade de entrega os diretores do Irga, administrativo, Rafael Mallmann, e comercial, Rubens Silveira. Foto: Viviane Mariot

 
Federarroz analisa reunião no Mapa, em Brasília
11/06/2010

Ainda não foi dessa vez que os arrozeiros brasileiros arrancaram medidas práticas do governo federal com relação aos prejuízos causados pelo fenômeno “El Niño” na safra gaúcha, recursos para a garantia de preços mínimos por meio dos mecanismos de comercialização, prorrogação dos financiamentos e elevação de impostos sobre a importação de arroz subsidiado de terceiros mercados. Na última quarta-feira o presidente da Federarroz Renato Rocha voltou a cobrar tais medidas em reunião com o ministro da Agricultura Wagner Rossi. Participaram o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS), o presidente da Câmara Setorial do Arroz e representante da Farsul, Francisco Schardong, o presidente do Irga, Maurício Fischer, o presidente da Associação de Arrozeiros de Restinga Seca, Cláudio Possebon, o secretário executivo do Mapa, Gerardo Fontelles, e representantes da Aprosoja e CNA. O presidente da Federarroz, Renato Rocha, considerou que apesar da falta de posicionamento do governo federal, que frustrou a expectativa do setor, a cobrança de medidas será intensificada por meio da política setorial e por meio de deputados e senadores da bancada gaúcha e do agronegócio. Segundo Rocha, essa semana será ampliado o trabalho das entidades no sentido de desenvolver ações para sensibilizar o governo. “Saímos da reunião com a certeza de que o governo já conhece nossas demandas, nossos problemas e, pela nossa ação proativa, dispõe das ferramentas para atendê-los. Agora é uma questão de vontade política”, cita. A Federrroz solicitou, em nome do setor arrozeiro, as seguintes medidas: elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) de 12% para 30% para arroz de terceiros países; liberação de mecanismos de comercialização - Contratos de Opções Públicas, Aquisição do Governo Federal (AGF) e PROP; ajustes no PRODUSA (linha de socorro aos produtores) e prorrogação de custeios, investimentos e revisão de prazos de prorrogações. O ministro Rossi foi simpático ao aumento da TEC, mas disse que a decisão depende também de outros ministérios, como Indústria, Comércio e Desenvolvimento (Camex), Casa Civil, Fazenda e Desenvolvimento Agrário. Assim, políticos e lideranças setoriais já encaminharam a demanda para essas pastas. Apesar da existência de recursos e insistência do setor, pois algumas regiões gaúchas já operam com cotações referenciais abaixo do preço mínimo de garantia, o ministro Wagner Rossi disse que o Governo entrará no mercado quando a média dos preços estiver abaixo desse patamar. “Deixamos clara mensagem de que é preciso agilizar esse processo”, avisou Rocha. Com relação ao PRODUSA, os ministérios da Fazenda e MAPA, reconheceram que ainda não encontraram a forma ideal de fazer os ajustes sugeridos pelo setor produtivo para viabilizar o acesso aos recursos pelos produtores. Serão intensificadas as cobranças políticas de solução para esse problema. PRORROGAÇÕES O ministro Wagner Rossi e o secretário-executivo do Mapa, Gerardo Fonteles, informaram que foi encaminhada ao Ministério da Fazenda uma proposta que prevê a suspensão do vencimento das parcelas das operações de custeios alongados de safras passadas e investimentos que vencem este ano. Fonteles explicou que a idéia é dar um fôlego ao setor, de modo que o fluxo de caixa atual (2010) não seja comprometido. A medida depende de posicionamento da área econômica do governo. Novidades pleitos no Banco do Brasil Pré-Custeio Já nesta quinta-feira as agências da instituição de crédito foram orientadas a flexibilizarem o acesso dos produtores à essa ferramenta, mesmo aos que não a realizaram na safra passada. Os interessados devem procurar as agências. Custeios 2009/2010 Ainda segundo informações da Superintendência Estadual do Banco do Brasil, alguns custeios que venciam em junho deste ano tiveram o vencimento jogado para o futuro, de forma a primeira parcela de todos os custeios de arroz vencerão a partir de julho/2010. “A medida é importante porque aliviará a oferta de produto no mercado, desacelerando a queda de preços que acontece nesse momento”, diz Renato Rocha, da Federarroz. A expectativa é de que ainda nessa sexta-feira o Banco do Brasil informe sobre a possibilidade de adiamento da 1ª parcela para acumular junto com a 4ª parcela, única possibilidade ventilada pela instituição. Fonte: FEDERARROZ (site Página Rural)

 
Setor arrozeiro se reúne com Ministro da Agricultura
10/06/2010

Brasília - O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Maurício Fischer participou de reunião realizada ontem (09), com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em Brasília, para a reivindicação de medidas para proteger o mercado interno. Os representantes do setor orizícola solicitaram a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de terceiros países, a prorrogação do vencimento das parcelas do custeio e investimentos, e a liberação de recursos para os mecanismos de comercialização, além dos ajustes a linha de crédito para os produtores atingidos pelas enchentes. Em relação a TEC, o Ministro da Agricultura se mostrou favorável ao pleito, que deverá ser encaminhada para a decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Sobre a liberação de recursos, Rossi salientou que o governo tem recursos disponíveis para apoiar o setor, mas que os mecanismos de apoio à comercialização estão vinculados ao preço mínimo e que o preço médio de comercialização no Estado ainda está acima deste valor. Por conta disso, os recursos ainda não foram liberados. A questão referente à prorrogação de parcelas deve ser atendida. “O Ministério da Agricultura está buscando solução para este problema”, destacou Fischer. As medidas devem ser apresentadas nos próximos dias. Além disso, a linha de crédito está garantida, porém os ajustes solicitados pelo setor ainda estão em análise. Participaram representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Federação da Agricultura no RS (Farsul), os deputados federais, Luis Carlos Heinze, Valdir Colatto, e demais lideranças.

 
Produtores gaúchos e baianos podem conferir condições de plantio de arroz irrigado e café
10/06/2010

Brasília (9.6.2010) - Produtores de arroz irrigado no Rio Grande do Sul já têm a disposição os estudos com as melhores condições de plantio do grão para a safra 2010/2011. O zoneamento agrícola de risco climático foi publicado, hoje (10), no Diário Oficial da União, por meio da Portaria nº 139. Também foram aprovados, pela Portaria nº 140, os critérios para o cultivo de café na Bahia, safra 2010. A temperatura do solo é um dos principais condicionantes da semeadura do arroz irrigado no Rio Grande do Sul, por interferir na velocidade de germinação das sementes. O melhor intervalo de temperatura neste caso encontra-se entre 20ºC e 35ºC. Os solos mais aptos para a cultura são os de textura argilosa ou argilosa-siltosa, que reúnem condições de impermeabilidade do subsolo e adequada retenção de água de irrigação. O estado detém, atualmente, mais de 50% da produção brasileira do grão e 80% no sistema irrigado. Para o café na Bahia, temperaturas médias entre 19ºC e 21ºC são consideradas ideais para o desenvolvimento da planta. De modo geral, o cafeeiro é pouco tolerante ao frio. No estado, a produção está mais concentrada nas áreas de cerrados da região oeste. (Laila Muniz). Atenciosamente, Ayrton Jun Ussami Secretário - Executivo da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA Secretaria Executiva - SE Coordenação-Geral de Apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas - CGAC Esplanada dos Ministérios Bloco D Sala 947 CEP 70.043-900 Brasília - DF Telefone (61) 3218-2198/ 2772 Fax (61) 3225-4200

 
Plano Safra 2010/2011 terá R$ 116 bilhões
07/05/2010

R$ 3,15 bi a ações de sustentabilidade Segundo o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ao todo serão aplicados R$ 3,150 bilhões para estimular a sustentabilidade, por meio de práticas agronômicas que preservem o meio ambiente e aumentem a produtividade. Além dos recursos do ABC, haverá R$ 1 bilhão em créditos, pelo Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), e R$ 150 milhões, pelo Plantio Comercial de Recuperação de Florestas. Os produtores que optarem por adotar sistemas de plantio direto na palha (que protege o solo, evitando o processo erosivo) poderão ter, ainda, R$ 2 bilhões em financiamentos de custeio – valor que corresponde a um acréscimo de 15% sobre a estimativa de R$ 15 bilhões para esse tipo de plantio. – Esses são os maiores recursos da história. São números cabalísticos e globais. Dinheiro grosso em qualquer país do mundo, e que se deve ao crescimento obtido pela agricultura brasileira. Dessa forma, teremos condições de bater recordes nas próximas safras – disse o ministro durante o lançamento do plano. Segundo ele, enquanto a economia tem apresentado alta de juros, nenhum dos planos safra teve aumento das taxas. – Tivemos casos em que houve inclusive de baixa de juros – acrescentou. – O pequeno produtor ganhou, com o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), um programa que o protege. Mas faltava algo para o médio produtor, que neste ano receberá atenção especial por meio do Pronamp (Programa Nacional de Amparo ao Médio Produtor) – completou. O ministro destacou a necessidade de se buscar alternativas de sustentabilidade reais e econômicas. – A floresta plantada é a única alternativa real. Essas decisões ajudarão o Brasil no cumprimento das metas assumidas (na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-15, realizada em dezembro em Copenhague), de redução dos gases de efeito estufa – disse. Ampliada oferta de crédito com juros controlados Dos R$ 100 bilhões que serão destinados pelo Plano Safra 2010-2011 à agricultura comercial, a maior parcela vai para operações de custeio (compra de sementes, de equipamentos, pagamento de mão de obra etc.) e de comercialização. A previsão do governo é ofertar R$ 75,6 bilhões em financiamentos. Boa parte desses valores (R$ 60,7 bilhões) será oferecida a juros controlados. De acordo com o secretário de Política Agrícola do Ministério da agricultura, Edilson Guimarães, a oferta de juros controlados aumentou em 12%, na comparação com os R$ 54,2 bilhões em financiamentos com juros controlados no Plano Safra do ano passado. Ele explicou que a média de juros será de 6,75%. – Mas para o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), por exemplo, a taxa será de 6,25%. Linha especial para médios produtores Uma das novidades do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 é a criação de uma linha especial para médios produtores rurais. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá R$ 5,65 bilhões de recursos. A taxa de juros mais baixa, de 6,25% ao ano, atenderá produtores com renda bruta anual de até R$ 500 mil. O limite de financiamento é de R$ 275 mil para custeio e de R$ 200 mil para investimento. Segundo Rossi, o programa protege um grupo importante de produtores que estava esquecido. — Os pequenos produtores ganharam uma proteção com o Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], mas o médio produtor ficava desprotegido. Agora ele recebe uma atenção especial que permeia programas de investimento e de custeio — afirmou. Outras iniciativas que podem ajudar os médios produtores são os programas para incentivar a construção, manutenção e adequação de armazéns dentro das propriedades rurais. — Assim, o produtor poderá vender sua produção quando interessar a ele vender — disse Rossi, ao explicar que a medida ajuda a garantir os preços pagos aos agricultores. AGÊNCIA BRASIL

 
15/07 - Comercialização de Arroz (ALEGRETE)
01/06/2010

Programação completa, investimento e inscrições: http://www.safras.com.br/cursos/DescritivoCurso.asp?curso=51

 
O preço baixo do milho
26/05/2010

A produção brasileira de milho deverá ser este ano 6% maior do que no ano passado. Um crescimento que não chega a entusiasmar o produtor. O Globo Rural foi ver o que os agricultores estão sentindo no Paraná e em Minas Gerais. Em Minas Gerais, a colheita do milho verão já passa da metade. Em todo o Estado, a produção de milho deverá ficar em 5,8 milhões de toneladas, redução de 8% em relação ao colhido na safra passada. A queda é reflexo da redução na área plantada. É o caso do produtor Daniel Lopes. Vai colher este ano menos milho e receber pela saca, um valor inferior ao obtido no ano passado. “Os custos que nós tivemos e com o preço que estamos tento hoje realmente não está tendo nada de rentabilidade” O produtor Lucas Aernoudts também está desanimado com o preço. “Em termos de lavoura é um ano muito bom, mas em termos de preço muito baixo”. No Paraná, o que está no campo agora é o milho safrinha. A colheita de verão já acabou. Por enquanto o clima vem ajudando. “Esse ano está dentro da normalidade e esperamos uma boa produtividade”, afirma o agrônomo, Aparecido Carlos Fadoni. De acordo com o Deral, Departamento de Economia Rural do Estado, a produção de milho safrinha este ano vai ser maior. A expectativa é colher 5.9 milhões de toneladas. Apesar da redução da área, a produção deverá crescer 30%. A quantidade maior deve ser um alento para o produtor, que reclama do preço baixo do grão. Sr. Osvaldo Tezolin diz que só plantou milho safrinha, para não deixar a área descoberta. Ele ainda tem mil sacas do milho verão para vender. “Justamente a gente aguardou para ver se melhorava esse preço, pelo menos próximo da época de plantar milho, mas não subiu”. Com o milho nas mãos dos agricultores, os armazéns das cooperativas estão cheios e as vendas seguem em ritmo lento. Esta semana, o preço do milho em Maringá, chegou a R$ 13,40 a saca. Um valor 20% menor, do que no mesmo período do ano passado, quando a saca estava quase R$ 17.00. Por isso, o reflexo no mercado é imediato. Os produtores seguram o quanto podem, e as cooperativas, mesmo com grande estoque, não vendem. Só a cooperativa de Maringá ainda tem 20% do milho colhido na safra do ano passado para vender. “O estoque no Brasil como um todo ele é grande, porque nós terminamos o ano de 2009, segundo dados da Conab com onze milhões de toneladas em estoque, ou seja 20% da nossa produção. A expectativa é de que colhendo uma safra boa de inverno, mais a safra de verão que o Brasil já colheu, a gente ainda termine o ano de 2010 com estoque superior a dez milhões de toneladas”, afirma o superintendente da COCAMAR, José Cícero Aderaldo.

 
Produtor está preparado para adição de 10% de biodiesel
05/05/2010

São Paulo - Sérgio Beltrão, diretor executivo da União Brasileira do Biodiesel, garantiu que o setor já tem capacidade para atender a uma decisão governamental de aumentar de imediato a adição do biodiesel ao óleo diesel mineral, de 5% para 10% (do B-5, atualmente em vigência no país, para o B-10). "Obviamente que, na linha que vem sendo adotada pelo governo desde que o programa foi implantado, o ideal é o gradualismo, ou seja, sem saltos, de forma que a cadeia se adapte de modo a não produzir nenhum sobressalto no abastecimento”

 
Agronegócio é quase metade do PIB do Sul
28/05/2010

SOROCABA, SP - Os três Estados da Região Sul já respondem por 18,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Conforme dados do IBGE, o Rio Grande do Sul possui o quarto PIB brasileiro – atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro –, o Paraná está em quinto lugar e Santa Catarina em sétimo. A posição no ranking nacional revela grande equilíbrio da economia nesses Estados. O Sul vive intenso processo de industrialização, mas grande parte da economia regional ainda depende dos negócios gerados no campo. A produção da agricultura, da pecuária e das florestas quase não chega ao consumidor como produto primário. Passa, antes, por um intenso processo de agregação de valor pela indústria de transformação e da agroindústria, além de um bem estruturado modelo de conversão de proteína vegetal em produtos de origem animal. Considerada toda a cadeia gerada pelos produtos, o agronegócio representa quase 50% do PIB regional. Destaques O Rio Grande do Sul detém 8,8% do PIB nacional e grande parte de sua economia é baseada na agricultura de grãos – soja, trigo, arroz e milho –, na produção de fumo, na pecuária e na indústria de transformação de produtos do campo. O Estado se destaca em alimentos, fibras têxteis naturais, madeira e couro. Na última safra, bateu recorde na colheita de grãos, com 24,4 milhões de toneladas. A soja atingiu o maior volume individual, com 10 milhões de toneladas. A safra do arroz atingiu 8 milhões de toneladas – o Estado detém 63% da produção nacional. Outro destaque é o trigo: junto com o Paraná, o Estado produziu 86,4% do cereal no Brasil. O Rio Grande do Sul é também o principal produtor de vinhos finos no País e a produção de fumo continua a ser uma atividade relevante no Estado e no País. O Paraná responde por 6% da riqueza produzida no Brasil. Na safra 2009/10, o Estado reassumiu o primeiro lugar na produção agrícola nacional, com 31,4 milhões de toneladas, ultrapassando Mato Grosso. Apenas a soja respondeu por 14 milhões de toneladas. O Estado manteve a posição de maior produtor nacional de milho, com 12,6 milhões de toneladas. Lidera, ainda, na produção de feijão. A participação direta da agricultura no PIB paranaense subiu de 15% em 2007 para 18,5% no ano passado. O desempenho deve-se, sobretudo, à retomada na produção de soja e trigo e à expansão das áreas de cultivo da cana-de-açúcar. Na temporada 2009/10, o Paraná perdeu a posição de segundo maior processador de cana do Centro-Sul para Minas Gerais, mas pode recuperar a posição na safra atual, com previsão de moagem de 51 milhões de toneladas. A última safra foi prejudicada pelo excesso de chuvas. Santa Catarina é o maior exportador de frango e de carne suína do Brasil. No ano passado, as duas principais empresas do setor no País, a Sadia e a Perdigão, se juntaram, formando a BR Foods, uma das maiores empresas de alimentos do mundo. As exportações de carne de frango somaram 3,63 milhões de toneladas em 2009, com receita de US$ 5,8 bilhões. Este ano, reduzidos os efeitos da crise global, o setor voltou a crescer, com aumento previsto de 5% no volume de exportação e de até 10% na receita. Nos primeiros meses deste ano, o Estado absorveu 30% dos pintinhos alojados nos aviários para serem transformados em frangos, mas vem sendo seguido de perto pelo Paraná, que ficou com outros 25%. A migração da atividade decorre da maior disponibilidade de soja e milho, principais insumos da avicultura, em território paranaense.

 
Irga realiza curso sobre Manejo Integrado do Arroz
27/05/2010

Cachoeirinha - O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) realiza de 07 a 09 de junho de 2010, o XVII curso de Manejo Integrado do Cultivo do Arroz (MICA), no Auditório 1, na Estação Experimental do Arroz, em Cachoeirinha. Participam técnicos agrícolas, produtores, agrônomos, gerentes rurais, administradores e estudantes. Cerca de 60 pessoas estão inscritas. Entre os temas abordados, estão a botânica e morfologia do arroz, época de semeadura, preparo do solo, cultivares, plantas daninhas, e lavoura e o ambiente. Confira abaixo a programação completa: 07 de junho (segunda-feira) 08:00 – 08:45 Recepção e Abertura 08:45 – 09:30 Introdução (aspectos socioeconômicos) 09:30 – 10:00 Botânica e morfologia do arroz 10:00 – 10:15 Intervalo - café 10:15 – 11:00 Escala de desenvolvimento 11:00 – 11:45 Exigências Climáticas da cultura do Arroz 11:45 – 12:30 Época de semeadura 12:30 – 13:30 Intervalo para almoço 13:30 – 14:15 Adequação da área e preparo do solo 14:15 – 15:00 Sistemas de cultivo 15:00 – 15:15 Intervalo – café 15:15 – 16:00 Estabelecimento da lavoura 16:00 – 17:45 Manejo da adubação 08 de junho (terça-feira) 08:00 – 09:00 Manejo de água 09:00 – 10:00 Cultivares 10:00 – 10:15 Intervalo - café 10:15 – 11:00 Cultivares 11:00 – 11:30 Tecnologia de sementes 11:30 – 12:30 Manejo de insetos 12:30 – 13:30 Intervalo para almoço 13:30 – 15:15 Manejo de plantas daninhas 15:15 – 15:30 Intervalo – café 15:30 - 16:45 Manejo de doenças 16:45 – 17:30 Tecnologia de aplicação de defensivos 17:30 – 18:15 Colheita e pós-colheita 09 de junho (quarta-feira) 08:00 – 08:45 Arroz em sistema de rotação e sucessão 08:45 – 10:00 Lavoura e meio ambiente 10:00 – 10:15 Intervalo para café 10:15 – 11:15 Transferência de tecnologia 11:15 – 12:00 Avaliações 12:00 – 12:30 Encerramento do curso Viviane Paim Mariot GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Instituto Rio Grandense do Arroz Assessoria de Comunicação Social - Gabinete 51 3288 0423 www.irga.rs.gov.br

 
Leilão de arroz na bolsa vendem 100%
26/05/2010

Jair Almeida da Silva, vice-presidente da Bolsa no Estado, explica que este leilão foi promovido através de uma parceria realizada pela Corretora Expoente e a Agropecuária Aguiar A Bolsa Brasileira de Mercadorias, regional do Rio Grande do Sul informou que o resultado do leilão de arroz em casca, da iniciativa privada, realizado pelo sistema de Pregão Eletrônico da BBM, vendeu 100%, da oferta inicial de 17.820 sacos de arroz depositados em Santa Vitória do Palmar. A média ponderada de abertura, para o arroz em casca, longo fino tipo 1, safra 2009/2010, com renda total de 69% e grãos inteiros na faixa de 60% a 62%, foi de R$26,14 a saca de 50 quilos e a média ponderada de fechamento foi R$27,01 a saca de 50 quilos. Jair Almeida da Silva, vice-presidente da Bolsa no Estado, explica que este leilão foi promovido através de uma parceria realizada pela Corretora Expoente e a Agropecuária Aguiar. “Devido ao sucesso alcançado, novas ofertas de vendas deverão ocorrer na próxima semana e que o volume tende a aumentar na medida produtores e cooperativas forem conhecendo melhor o sistema da Bolsa”, explicou. Os leilões virtuais da Bolsa Brasileira de Mercadorias pode ser acompanhado pelo seu site www.bbmnet.com.br e para participar dos leilões basta entrar em contato com um dos nossos corretores associados, cuja relação completa encontra-se a disposição no nosso site. 26.05.2010 | FENARROZ - por Giuliano Fernandes/Planeta Arroz Busca de novos mercados e oportunidades O agrônomo Dirceu Gassen argumentou também que o custo de produção (R$ 32,00) é definido pelos ineficientes e o preço de comercialização (R$ 28,00) é estabelecido pelos eficientes As palestras da programação técnica da 16ª Fenarroz, que acontecem no Ginásio Dom Pedro I, a partir das 9h, trataram ontem da busca de novos mercados e oportunidades. O gerente da Cooplantio, Dirceu Gassen, frisou que a necessidade básica para novos negócios está na mão dos próprios produtores. “É preciso fazer melhor o que já se faz bem. Uma nova cultivar no mercado aumenta a produtividade em no máximo 5%. Todos os outros 95% do resultado estão nas ações que vão desde o preparo do solo, plantio e colheita. O desafio é melhorar os processos de produção sem gastar mais para isso. A diferença está em fazer bem feito para criar novas oportunidades”, destaca Gassen. O agrônomo Dirceu Gassen argumentou também que o custo de produção (R$ 32,00) é definido pelos ineficientes e o preço de comercialização (R$ 28,00) é estabelecido pelos eficientes. “O arroz vai continuar sendo produzido e vai sobreviver quem fizer bem feito. A propriedade dos inviáveis na agricultura será comprada pelo vizinho que é eficiente no que faz. É por isso que os produtores devem visitar os melhores exemplos e analisar resultados em busca do óbvio, que é acertar todos os detalhes para produzir mais e melhor”, explicou o palestrante. REDUÇÃO DE CUSTOS - Na busca por oportunidades, especificamente para a redução de custos na lavoura, uma das dicas apresentadas na palestra de ontem é copiar modelos já aplicados em outros países. “A terceirização no uso de máquinas é um exemplo. Do que adianta o produtor ter uma colheitadeira supermoderna que será usada apenas um ou dois meses por ano. Na Argentina e Uruguai, de 70% a 80% dos serviços de plantio e colheita são terceirizados. Com isso, o maquinário agrícola é melhor aproveitado, ficando em uso pelo menos oito meses do ano nas culturas de arroz, soja, trigo e milho”, relata Jaceguay Barros.

 
Campo investe na certificação
07/05/2010

Fernanda Yoneya Produtores que já atendem ao padrão de qualidade de mercados exigentes como Europa, Ásia e Estados Unidos podem ter na certificação socioambiental um novo diferencial para exportar. Esse tipo de certificação, que atesta o cumprimento de normas sociais e ambientais no processo de produção, ainda é pouco conhecido no Brasil, mas tem demanda crescente em países onde o consumidor busca e valoriza artigos que tenham sido produzidos respeitando esses princípios. "A certificação socioambiental na agricultura é recente no País, tem sido uma demanda dos importadores e pode até se tornar condição para exportar", diz o agrônomo Lineu Siqueira Júnior, gerente-geral de certificação do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). O Imaflora, representante no País da Rede de Agricultura Sustentável (RAS), é a entidade que concede o selo Rainforest Alliance, reconhecido no mercado internacional. O processo de certificação baseia-se em dez princípios voltados à produção agrícola sustentável (Veja quadro). A busca pela certificação tem crescido no País. Em 2004, apenas dois empreendimentos tinham a certificação Rainforest Alliance. Em 2009, o Imaflora totalizou 68 empreendimentos certificados pela RAS. Em 2008, segundo o Imaflora, eram pouco mais de 70 mil hectares certificados. Hoje, são quase 100 mil hectares, sendo 91.500 hectares só com café. O restante abriga chá, cacau, laranja e palmito. "No café, a certificação pegou", diz o agrônomo Edson Roberto Teramoto, do Imaflora. "Tanto que alguns produtores recebem de 10% a 15% a mais pela saca certificada." É o caso da Cambuhy Agrícola, em Matão (SP). "A certificação agrega entre R$ 20 e R$ 30 a mais pela saca", diz o diretor-geral da Cambuhy, José Luiz Amaro Rodrigues. De uma produção média de 7 mil sacas/ano, a Cambuhy exporta 100% ? 80% para a Holanda e 20% para o Japão. Rodrigues explica que a certificação foi uma demanda dos importadores. "Eles perguntaram se tínhamos o selo Rainforest Alliance e fomos atrás." De um total de 14 mil hectares, a Cambuhy tem 3.500 hectares de reserva legal e 821 hectares de áreas de preservação permanente. Rodrigues diz que a fazenda precisou mudar pouca coisa para obter a certificação, pois muitos dos princípios e critérios socioambientais exigidos já eram seguidos. "Criamos fichas de rastreabilidade para monitorar o processo, do plantio até o armazenamento, passando pela colheita, lavadores, terreiros, secadores e tulha", diz o supervisor agrícola da área de café da fazenda, Miguel Gilmar Donegá. Cooperativa. Em Monte Carmelo (MG), a busca pela certificação socioambiental de propriedades de cooperados foi iniciativa da Cooperativa Agrícola de Monte Carmelo (Copermonte), diz o gerente técnico Eduardo Mesquita Bueno. Há um ano, cerca de 2 mil hectares, de 11 produtores, foram certificados. "Mercados como Japão, EUA e Europa exigem rastreabilidade, querem saber onde e como foi produzido determinado café", diz Bueno. "A certificação também é uma ferramenta de gestão eficiente, pois tudo tem de ser documentado." Segundo o diretor-presidente da Copermonte, Creuzo Takahashi, com a certificação, o ágio sobre a saca já chegou a R$ 30. Takahashi diz que outros cooperados estão animados com a possibilidade de obter o selo. "Por enquanto, 20% da produção é certificada, de um total de 350 mil sacas e 300 cooperados." Para estimular outros produtores, a cooperativa paga a primeira auditoria e oferece consultoria gratuita. Para o agrônomo Felipe Kiyohara, um dos responsáveis pela certificação das fazendas de chá da Yamatea Indústria e Exportação Ltda., em Registro (SP), o selo socioambiental também se tornou importante ferramenta de gestão. "O que, antes da certificação, sabíamos só de cabeça, agora está tudo registrado." A Yamatea, que tem três fazendas certificadas, em 660 hectares, sendo 250 hectares plantados, foi auditada no início do ano e o selo deve sair este mês. A certificação foi obtida em grupo, com outra empresa de chá, a Hélio Amaya & Cia. Ltda., também em Registro. Pequenos. As duas empresas, que têm áreas próprias e trabalham com pequenos produtores, são as únicas fábricas que estão produzindo chá preto no Vale do Ribeira, num total de 2 mil toneladas/ano, 90% exportados. Kiyohara conta que pode conseguir US$ 0,10 a mais por quilo de chá certificado. "Sabemos que o produtor argentino de chá certificado está contente, mas como o nosso sistema de produção é diferente do deles, esse valor é pouco. Vamos conversar com a indústria e chegar a um acordo." Ele diz que a empresa se profissionalizou e que mudou a forma de gestão. A área de produção também teve que diminuir em favor do ambiente. Segundo o agrônomo, 30 hectares deixaram de ser cultivados para se tornar áreas de preservação.

 
Planeta Arroz foi lançada na abertura da 16ª Fenarroz
24/05/2010

A 34ª edição de Planeta Arroz, a principal revista especializada em orizicultura do Brasil, já está circulando na 16ª Feira Nacional do Arroz (Fenarroz). A revista foi lançada juntamente com a abertura da Fenarroz, e já circula entre expositores, técnicos e visitantes do evento. Essa edição aborda, como matéria de capa, a revolução produtiva que é prometida pelas variedades de arroz híbrido que estão chegando ao mercado para a próxima safra. São cultivares tanto dirigidas ao ambiente irrigado quanto em terras altas e propõe, entre outras vantagens, uma produtividade 20% superior às melhores variedades atualmente cultivadas. O encarte especial de Planeta Arroz apresenta em destaque um tema de grande repercussão na cadeia produtiva atualmente: a desoneração tributária sobre a produção e a exportação de arroz brasileiro. O tema é abordado com os principais líderes do setor e está baseado em um estudo encomendado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), ao Instituto Icone. O trabalho mostra que há distorções tributárias enormes que retiram a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, o que pode ser alterado com algumas reduções e eliminações de taxas e tributos, nos termos do que já existe em outros segmentos da economia, como IPI, PIS/Cofins, entre outros. Planeta Arroz ainda avalia a safra brasileira, mundial, do Mercosul e nos principais estados produtores do Brasil, bem como aponta cenários do mercado e da comercialização, e sua interferência nos preços médios ao longo de 2010. Uma matéria especial aborda a projeção da Embrapa para a produção brasileira de arroz nos próximos 10 anos, o que sustenta a defesa de ações pela exportação, pois os excedentes serão cada vez maiores, segundo os economistas. As novidades sobre as negociações na CTNBio para a liberação do arroz transgênico, novas variedades que estão sendo lançadas pelos centros de pesquisas, novas tecnologias, sobre a Fenarroz e a Abertura da Colheita. Além disso, há uma matéria especial explicando os novos critérios da Instrução Normativa 12, que estabeleceu os padrões de classificação do arroz até 2011, quando entra em vigor a Instrução Normativa 06. Além dessas e muitas outras informações, destacam-se ainda as sessões Planeta News e Planeta Humor. “É uma edição especial, com foco na Fenarroz e que traz muitas novidades sobre o mundo do arroz”, avisa o diretor comercial, Márcio Vieira da Cunha. Em nossa home page você tem todas as informações sobre como ser assinante da Planeta Arroz.

 
Crise europeia "sangra", aos poucos, os preços das commodities agrícolas
20/05/2010

De São Paulo- Embora ainda não tenha motivado erosões consideráveis nas cotações internacionais das principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior, o recrudescimento da crise financeira europeia nas últimas semanas tornou-se um fator de pressão baixista permanente sobre os mercados. De oito produtos negociados nas bolsas de Nova York (açúcar, café, café, suco de laranja e algodão) e Chicago (soja, milho e trigo), apenas os futuros (segunda posição de entrega) de açúcar e suco de laranja, que registraram forte queda em abril, aparecem com variações positivas em maio - 1,25% e 6,57%, respectivamente. Há baixas para café (1,11%), cacau (1,82%), algodão (6,98%), soja (6,86%), milho (1,93%) e trigo (3,23%), segundo o Valor Data. Entre outras consequências, os movimentos financeiros derivados dos tremores europeus estão provocando a queda do euro e a valorização do dólar. Referenciadas nas bolsas dos EUA, as commodities agrícolas costumam reagir negativamente ao fortalecimento da moeda americana, até porque as pujantes exportações agrícolas do país perdem competitividade. Para os preços agrícolas, o balanço das moedas também não é bom pelo lado dos europeus, que tem de gastar mais em suas compras - e a situação não permite excessos. Na mesma linha de raciocínio, só que na frente dos fundamentos de oferta e demanda, o prolongamento da crise europeia tende a reprimir as compras no Velho Continente, importante destino das exportações mundiais de commodities. A União Europeia tradicionalmente é o principal destinos das exportações brasileiras do agronegócio, posto que passou a ser ameaçado - e usurpado em alguns períodos - pela Ásia, sempre puxada pelo apetite da China. É verdade que a crise na Europa motivou o aumento da demanda por ouro, que tem peso importante nas carteiras de commodities de grandes fundos de investimentos e até agora ajudou a segurar as cotações de outros produtos presentes nos mesmos cardápios, como notou recentemente o analista Vinícius Ito, da Newedge, em Nova York. Mas, em geral, a fase é de pessimismo e de previsões de queda das commodities nos próximos meses, exceto em casos de problemas na oferta. Em tempo: ontem (19) o as cotações do ouro recuaram. (FL e Eduardo Campos)

 
Irga realiza 2º Seminário de Arroz Irrigado do Litoral Norte
19/05/2010

Capivari do Sul – O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), realiza no próximo dia 20/05, a partir das 7h30min, o 2º Seminário de Arroz Irrigado do Litoral Norte, no Centro Comunitário de Capivari do Sul. O evento irá abordar Gestão e Planejamento, Rentabilidade e Sustentabilidade. O presidente do Irga, Maurício Fischer, abrirá o seminário que traz uma série de palestras que serão proferidas por pesquisadores especializados em gestão. O engenheiro agrônomo coordenador Regional da Planície Costeira Externa, José Gallego Tronchoni, falará às 9h15 sobre o Panorama do Estado e Região. O meteorologista da Inmet, Solimar Prestes, abordará o importante assunto sobre Previsão Climática. O diretor técnico do Irga, Valmir Menezes irá falar sobre Gestão Técnica da Lavoura. Logo depois, os produtores Maria Isabel Cardoso Terra, de Mostardas e José Fernando Castro Klafke, de Capivari do Sul, falarão sobre o sucesso após aplicar gestão e planejamento em suas lavouras. Na parte da tarde o consultor do Sebrae, Rogério Bastos, abordará Gestão de Negócio. O engenheiro agrícola Camilo Feliciano Oliveira falará sobre Mercado. Encerrando as palestras, o engenheiro agrícola Cláudio Mario Mundstock com Meio Ambiente. Segundo Tronchoni, a expectativa é receber cerca de 600 produtores. Na safra 2008/09, a região cultivou uma área de 128.760 hectares com produtividade média de 6,75 toneladas por hectare. “Esperamos a participação de muitos produtores no evento, até porque o tema deste ano abordará assuntos relevantes que no futuro ajudará o produtor”, destacou Tronchoni.

 
Mercosul aprova por unanimidade a TEC de 30% para o arroz
19/05/2010

Representantes das entidades arrozeiras da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai aprovaram por unanimidade a elevação de 12% para 30% da Tarifa Externa Comum (TEC) incidente sobre a importação de arroz de terceiros países pelo Mercosul. A decisão foi tomada em reunião dos representantes das cadeias produtivas em Rivera, no Uruguai, nesta terça-feira. O documento, denominado “Carta de Rivera”, será encaminhado aos respectivos ministros da Agricultura para a formalização da medida, pois a elevação da alíquota compete aos governos federais. “De nossa parte, o documento já segue amanhã ao ministro Wagner Rossi, pois ele se comprometeu a apoiar a iniciativa desde que houvesse a anuência dos demais países”, informou o presidente da Federarroz, Renato Rocha. Segundo ele, nessa quarta-feira as entidades argentinas, uruguaias e paraguaias encaminharão a decisão setorial aos respectivos governos. O percentual de 30% foi decidido com base nos cálculos feitos pelo setor, que o considera suficiente para afastar o risco de concorrência nociva do arroz asiático e norte-americano à produção interna. “A verdade é que o Mercosul tem arroz para garantir o abastecimento do bloco e para exportar os excedentes. A entrada de arroz subsidiado na origem no mercado brasileiro, principalmente, acarretaria prejuízos a toda a cadeia produtiva e até mesmo ao governo federal, que precisaria entrar com recursos públicos para os mecanismos de comercialização, formação de estoques e garantia de preços”, acrescenta o dirigente arrozeiro. O setor também mobiliza-se políticamente com a bancada ruralista em Brasília. No próximo dia 31, o presidente da Federarroz estará na capital federal para uma reunião do grupo de trabalho do Planejamento Estratégico da Cadeia Produtiva do Arroz, da Câmara Setorial, e buscará contato pessoal com o ministro Wagner Rossi e sua assessoria, para reforçar o pleito. “De qualquer maneira, nossos deputados estão tratando do assunto com o governo”, revelou. Também representaram o Brasil no encontro o presidente do Irga, Maurício Fischer, e o presidente da Comissão do Arroz da FARSUL, Francisco Schardong. Nova reunião com o segmento foi agendada para junho, quando serão abordados dois temas: a exportação conjunta de arroz para terceiros mercados e uma proposta de elevação de consumo intrabloco.

 
Setor arrozeiro solicita aumento de 30% da TEC
19/05/2010

Rivera, Uruguai – Representantes de instituições orizícolas de países do Mercosul se reuniram nesta terça-feira (18), em Rivera, Uruguai, para debater ações de interesse do setor produtivo. No encontro foi elaborado a Carta de Rivera que tem como objetivo reforçar a unidade das entidades arrozeiras do Mercosul. O documento solicita aos governos o aumento de 30% da Tarifa Externa Comum (TEC) ao arroz que será comercializado na safra 2009/10. Segundo o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Maurício Fischer, a solicitação considera os prejuízos causados pelas fortes chuvas em países do Mercosul. “Esses países têm arroz suficiente para o abastecimento interno, para atender a demanda e de sobra para exportar, resguardando renda aos produtores frente à oferta de arroz subsidiado de outros países”, destacou. Participaram produtores representantes do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, além de nove entidades destes países. O Brasil esteve representado pelo Irga, Federarroz e Farsul. A próxima reunião está prevista para ser realizada em julho deste ano.

 
Novas demandas para o milho e o sorgo nortearão congresso em Goiânia
17/05/2010

Considerado um dos principais e tradicionais eventos do agronegócio brasileiro – a primeira edição foi realizada em 1950 – o XXVIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo será realizado de 29 de agosto a 02 de setembro em Goiânia-GO. Com o tema “potencialidades, desafios e sustentabilidade”, a ênfase do congresso será nos cenários das novas demandas nos âmbitos nacional e internacional que afetarão e criarão novas oportunidades nas cadeias do agronegócio dessas culturas. Nesta edição, o Grão em Grão ouviu o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Ivan Cruz , que também é presidente da ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo), entidade promotora do evento. Na entrevista, o pesquisador fala sobre os objetivos do congresso, que é realizado de dois em dois anos, e discute dois dos principais aspectos que serão tratados: biotecnologia e plantas geneticamente modificadas. Grão em Grão: Quais as principais ideias que serão discutidas? Comente, por favor, sobre os focos do evento. Ivan Cruz: O congresso tem como objetivo reunir pesquisadores, produtores, extensionistas, técnicos e dirigentes das indústrias de insumos, de máquinas e de equipamentos agrícolas, de cooperativas, professores e estudantes para analisar os resultados de pesquisas recentes e compartilhar informações sobre os avanços científicos e tecnológicos relacionados às culturas do milho e do sorgo, com ênfase nos cenários de novas demandas nos âmbitos nacional e internacional que afetarão e criarão novas oportunidades nas cadeias do agronegócio dessas culturas. Já há uma prévia da programação? Está prevista a participação de cerca de 1.200 pessoas no evento, a apresentação de 500 trabalhos científicos e a presença de renomados palestrantes do Brasil e do exterior. Os temas programados serão abordados nas seguintes modalidades: quatro conferências, 14 painéis e sete palestras. Além das modalidades citadas, o congresso vai abrigar o IV Simpósio Brasileiro sobre a Lagarta-do-Cartucho. Haverá também a apresentação de pôsteres, com os resultados de pesquisas mais recentes sobre os assuntos pertinentes ao milho e ao sorgo. Também serão oferecidos dois cursos – Sistema de Produção de Milho e Proteção de Plantas de Milho – visando propiciar treinamento para estudantes e produtores. A quarta edição do simpósio sobre a lagarta-do-cartucho terá qual tema principal? Há algum resultado de pesquisa recente que norteará as discussões? A lagarta-do-cartucho do milho continua sendo a principal praga deste cereal, mesmo após a entrada da tecnologia do milho Bt. Um dos principais focos do simpósio será uma avaliação crítica do impacto dos milhos Bt na dinâmica populacional da praga no Brasil e no mundo. Questões fundamentais sobre o manejo da praga nas áreas denominadas "refúgios" e até mesmo nas áreas convencionais visando a preservação da tecnologia também serão abordadas. 4) Artigo recente publicado na Nature Biotechnology indica um impacto positivo das culturas modificadas geneticamente (http://www.nature.com/nbt/journal/v28/n4/full/nbt0410-319.html#/). Há, no Brasil, dados sobre a porcentagem de agricultores e de área que praticam essa modalidade de agricultura? Como conciliar essa tendência às resistências impostas por alguns grupos? Uma das principais vantagens do uso do milho Bt, especificamente no caso da lagarta-do-cartucho, é, sem dúvida, a redução na quantidade de produtos químicos aplicados. Isto significa, portanto, o efeito positivo da tecnologia do milho Bt. Esta vantagem é particularmente interessante em grandes áreas onde também haverá grande economia em mão-de-obra. No entanto, deve ser sempre lembrado que, de maneira geral, qualquer inovação precisa ser utilizada seguindo os preceitos da pesquisa que a gerou. Ademais, a tecnologia do milho Bt na atualidade não é eficiente para todas as espécies de insetos fitófagos (destaque do entrevistado). Tais insetos provavelmente eram controlados de maneira até involuntária através da aplicação de inseticidas visando a lagarta-do-cartucho. Estes insetos podem passar a ser importantes como pragas de milho demandando medidas de controle, modificando a realidade atual. E, neste contexto, os agricultores têm que ser capacitados para novos desafios. Embora haja crescimento no uso do milho Bt, ainda há grande mercado para produtores interessados na utilização de milho convencional. Primeiramente, até mesmo as empresas detentoras da tecnologia do milho Bt sabem da importância de se cultivar áreas com milho convencional (área de refúgio). Também existem nichos específicos, como é o caso da agricultura orgânica e da agroecológica como um todo. E, inclusive, demanda específica de segmentos da sociedade para o milho convencional.

 
Reunião do Flar destaca projeto mundial para o arroz
17/05/2010

Cali/Colômbia – O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Maurício Fischer, participou da reunião do Comitê Administrativo do Fundo Latino Americano de Arroz Irrigado (Flar) e do Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat), em Cali, na Colômbia, que aconteceu nos dias 13 e 14 de maio de 2010. O Irga é sócio do Flar e Fischer é presidente do comitê administrativo do Fundo. A reunião das diretorias das entidades teve como objetivo a renovação do convênio entre o Ciat e Flar por mais cinco anos. Segundo Fischer, o encontro transmitiu uma nova visão do Ciat em relação aos trabalhos desenvolvidos em prol do setor arrozeiro. O destaque foi para um Projeto em conjunto entre o Ciat, Instituto Internacional de Pesquisado para o Arroz (IRRI) e Africa Rice. Trata-se de um projeto para o arroz que busca o desenvolvimento da orizicultura no mundo com investimentos em cerca de 70 a 80 milhões de dólares por ano. Os principais investimentos serão destinados na área de biotecnologia. O Ciat tem um novo laboratório que trabalha com Organismos Geneticamente Modificados (OGM), com objetivo de desenvolver plantas com uso menor de água e com maior eficiência no uso de nitrogênio, além do trabalho com marcadores moleculares para cultivares tolerantes ao frio. “O Projeto, se aprovado, irá trazer boas expectativas ao desenvolvimento tecnológico aos países sócios do Flar”, destacou Fischer. Os recursos de 7 a 8 milhões de dólares serão investidos anualmente para pesquisa na área de arroz na América Latina. Participaram representantes de entidades sócias do Flar de países da América Latina, técnicos, dirigentes e pesquisadores do Ciat.

 
Rossi confirma que colheita de café terá R$ 552 mi em recursos
14/05/2010

PanoramaBrasil - Wagner Rossi, ministro da Agricultura, anunciou na quinta-feira (13) que devem ser liberados, nos próximos dias, R$ 522 milhões para financiar a colheita de café no ciclo 2009/2010. Os recursos são do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), administrado pelo ministério. Em reunião em Brasília com representantes do segmento, Rossi defendeu que setor cafeeiro precisa aproveitar oportunidades da atual situação do mercado internacional. Atualmente, explicou Rossi, o mundo está com baixos estoques do grão, com queda na safra dos principais países produtores e há boa inserção do café nacional usado em blends (resultado da composição de grãos de diferentes espécies) nas regiões do planeta onde a bebida é mais consumida. "A cafeicultura brasileira precisa aproveitar as oportunidades colocadas diante da atual situação do mercado internacional", diz. No Brasil, a safra atual é considerada de ciclo alto, quando devem ser colhidas mais de 47 milhões de sacas de café de 60 quilos, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O ministro da Agricultura disse ainda que o Brasil precisa estruturar uma política consistente para o café. "Estamos buscando construir um consenso e estabelecer uma agenda para o café que vai se desdobrar em várias medidas, algumas emergenciais e outras de médio e longo prazo, de maneira a estruturar uma política consistente para o setor", disse Rossi. Ele se reuniu ontem com representantes da cafeicultura entre produtores, exportadores, torrefadores e parlamentares. Ele informou ainda que serão retomadas, a cada dois meses, as reuniões do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC). O fórum tem a função de aprovar e definir financiamento da safra, autorizar a realização de programas e projetos de pesquisa agronômica e mercadológica, regulamentar ações que permitam o equilíbrio entre a oferta e a demanda do produto para exportação e mercado interno, entre outros. O CDPC é constituído de integrantes do governo, como os Ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário e o Banco do Brasil e cadeia produtiva.

 
Prezado Cliente
14/05/2010

Prezado Cliente, O ICG - Instituto de Compras e Sustentabilidade e SENAC, vem apresentar o X Forum de Debates sobre Compras Covernamentais & 1ª Mostrra de Produtos Sustentaveis com apoio do Governo Federal, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e da RHS Licitações, traz aos gestores públicos e fornecedores do governo, a oportunidade de trocar experiências e adquirir conhecimento a partir da discussão dos principais cases, e das tendências nas compras públicas nacionais e internacionais. É o local onde ocorre o encontro das pessoas chave dos Governos Federal, Estadual e Municipal, de representantes das agencias BID/BIRD, e se apresentam os avanços alcançados nas compras governamentais. Instrução Normativa: http://www.licitacao.com.br/adm/img_upload/li_leg183.pdf Com o tema Sustentabilidade nas Compras Governamentais, neste ano estão programadas palestras sobre as novas tecnologias empregadas, e a recente Instrução Normativa 01/2010, além de um panorama das iniciativas que já estão em prática nos estados e municípios. Um destaque esse ano é a 1º Mostra de Produtos Sustentavéis, onde serão apresentados produtos ou serviços que já incluem a preocupação efetiva da sustentabilidade na sua concepção e ou produção. Qualificação profissional, reciclagem, capacitação, treinamento, orientação para melhor se integrar na interface com o poder público. Nas diversas atividades sobre gestão e logística para as compras, os participantes terão uma oportunidade que vai dinamizar sua prática diária. O público estimado para este ano é de 300 participantes com um perfil de gestores públicos, advogados, pequenas, médias e grandes empresas, que hoje tem grande participação nas compras públicas, principalmente depois da Lei de Responsabilidade Fiscal. Contamos com sua presença! Inscrições: http://www.licitacao.com.br/xforum/inscricoes.asp

 
Agricultura familiar terá R$ 16 bilhões


No encontro, que contou com a participação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e do chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, também foi anunciada a duplicação do limite de financiamento do crédito para aquisição de terras, que passa de R$ 40 mil para R$ 80 mil, e a ampliação do teto de financiamento do programa Mais Alimentos de R$ 100 mil para R$ 130 mil por agricultor. O governo ainda deve fazer alteração no conceito da renda bruta anual para efeito de acesso ao Pronaf. Cassel informou que haverá ampliação do valor da receita para enquadramento no programa de R$ 110 mil para R$ 220 mil. Ele também destacou que, a partir do próximo plano safra, 20% dos recursos do Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) irão para a agricultura familiar, valor estimado em R$ 1 bilhão. Segundo Broch, o presidente Lula teria garantido que, na próxima semana, serão assinados dois decretos. Um deles promove mudanças no Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Animal (Suasa), que trata da inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal. O outro decreto estabelece critérios para a aprovação do manejo e da averbação da reserva legal nos imóveis rurais. O dirigente ainda acredita que o governo federal atenderá reivindicações da pauta de políticas sociais. Uma delas é a inclusão de capítulo específico sobre o campo no Plano Nacional de Educação. Além disso, o Ministério da Previdência Social teria assumido o compromisso de contratar 500 médicos peritos para melhorar o atendimento dos trabalhadores rurais. Broch salientou que a confederação continuará atenta à efetivação das medidas, pois muitas dependem de regulamentação ou autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN). No primeiro ato de ontem do Grito da Terra, mais de 7 mil trabalhadores rurais se concentram na Esplanada dos Ministérios, onde realizaram assembleia geral e, em torno de um mosaico do mapa do Brasil, se deram as mãos e pediram que as reivindicações fossem atendidas. Lideranças da Contag e representantes da União repassaram as medidas aos agricultores em frente ao Congresso Nacional em ato público à tarde. Como o resultado foi considerado positivo, os produtores começaram a retornar para suas cidades de origem. PRINCIPAIS MEDIDAS Plano safra: R$ 16 bilhões; PGPM: R$ 1 bilhão para pequenos; Mais Alimentos: ampliação do limite de financiamento para R$ 130 mil; Pronaf: acesso para agricultores com renda de até R$ 220 mil; Política agrária: limite de financiamento do crédito fundiário de R$ 40,00 mil para R$ 80,00 mil.

 
Arrozeiros gaúchos vão ao presidente Lula buscar apoio
12/05/2010

A cadeia produtiva do arroz do Rio Grande do Sul cansou de esperar pela decisão interministerial para a liberação de recursos que cubram as perdas nas lavouras provocadas pelo fenômeno climático “El Niño”, em 2009. Deputados e senadores do estado começaram ontem a mobilização para obter uma audiência para o setor diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde serão novamente pleiteados os recursos e exposta a situação de inviabilidade produtiva de alguns agricultores. “Tem gente que perdeu tudo, lavouras de 600 hectares destruídas, uma área que produziria arroz para alimentar 60 mil pessoas durante um ano”, frisa Renato Rocha, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul. O resultado da catástrofe climática foi a perda superior a um milhão de toneladas de arroz no estado, o maior produtor brasileiro, com cerca de 62% da safra anual. Uma força tarefa gaúcha será levada para a audiência, com deputados federais, estaduais, senadores, representantes do governo gaúcho, prefeitos das regiões atingidas, entidades setoriais e produtores. “O momento é de mobilização, pois estamos há cinco meses negociando com o governo federal, participando de reuniões e não há nenhum resultado concreto, só algumas promessas vagas. Para esses produtores que foram atingidos, essa é uma situação de calamidade, que não pode ser tratada com descaso”, reage Renato Rocha. Os produtores estão solicitando recursos emergenciais a fundo perdido, carência nos pagamentos, alongamento dos custeios agrícola e de comercialização, e linhas especiais de financiamento para a infraestrutura das lavouras. O presidente da Câmara Setorial do Arroz, Francisco Lineu Schardong, chegou a considerar a inércia do governo federal com relação a esse caso um “deboche” para com a cadeia produtiva. Para Renato Rocha, presidente da Federarroz, de pouco adianta os contatos com os ministérios. “Já fizemos mais de 10 reuniões com ministros e técnicos, sem que isso seja revertido em resultado prático. Agora vamos ao presidente para ver se ele resolve”. A expectativa dos arrozeiros é de que a audiência aconteça ainda em maio, embora considerem a dificuldade de espaço na agenda presidencial. “O presidente sabe que esse caso é urgente e vai se sensibilizar, tenho certeza”, destacou Rocha. 11.05.2010 | SAFRA - por Federarroz Produtor retraído sustenta alta em abril Na semana passada, especificamente, produtores mostraram maior interesse na venda do arroz em casca em relação às semanas anteriores O Indicador do Arroz CEPEA-Bolsa Brasileira de Mercadorias/BVM&F (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) seguiu firme na última semana de abril. O ritmo de negócios, no entanto, esteve lento. De 26 de abril a 3 de maio, o Indicador subiu 0,52%, fechando a R$ 28,68/sc de 50 kg na segunda-feira. Em abril, a alta foi de 6,47%. Na semana passada, especificamente, produtores mostraram maior interesse na venda do arroz em casca em relação às semanas anteriores. Isso ocorreu porque muitos agricultores precisavam “fazer caixa” para quitar compromissos de colheita. Indústrias, por sua vez, negociaram com cautela. Mesmo alegando que as vendas de beneficiado não foram satisfatórias em abril – tanto em volume quanto em preço –, indústrias concederam pequenos reajustes nos valores do casca para realizarem compras.

 
Clima pode tornar o arroz vilão da inflação
10/05/2010

O governo está atento. As avaliações revelam que há motivos para preocupação, especialmente num ano eleitoral. Uma fonte oficial ressalta que o fato de o estoque público ser inferior ao patamar de 2008 pode provocar novas pressões de preços, gerando impacto direto na inflação Depois da batata, do tomate e do feijão, o preço do arroz corre o risco de se tornar o próximo vilão da inflação. Por questões climáticas, a colheita do produto este ano, estimada em 11,5 milhões de toneladas, deve ficar 1,1 milhão de toneladas baixo da produção anterior. O consumo previsto do produto no País é de 12,5 milhões de toneladas. O resultado deve ser uma pressão maior sobre os preços ao consumidor, principalmente no próximo semestre. Por enquanto, ainda é cedo para dizer qual será o impacto. O varejo acaba absorvendo parte do aumento porque o arroz, assim como o feijão, faz parte da cesta básica. "Deve haver uma pressão nos preços ao consumidor, mas não dá para mensurar quanto", destacou a pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Silvia Miranda. Na avaliação do analista do mercado de arroz da Correpar Corretora, José Santos, os preços do cereal subiram, em média, de 1% a 1,5% a cada semana durante o período de colheita, o que não é normal porque a oferta tende a ser maior. "O produtor não vende, à espera de preços melhores", explica. Para José Santos, a "meta" do setor produtivo é conseguir R$ 33 por saca de 50 quilos de arroz. Os preços atuais chegam, no máximo, a R$ 30 por saca. Normalmente, esse estoque, comprado pelo governo para garantir preço ao produtor, também é usado para evitar alta excessiva de preço ao consumidor devido à quebra de safra ou ainda especulação de mercado. Neste mês, por exemplo, a Conab vai realizar leilões de parte de seu estoque de feijão para impedir uma disparada ainda maior dos preços ao consumidor. O feijão, assim como o arroz, impacta diretamente no bolso dos brasileiros de menor renda. Atualmente, os estoques de alimentos da Conab somam 7,704 milhões de toneladas. Nos últimos dois anos, esses estoques cresceram consideravelmente. Isso porque, em 2008, período em que o país registrou uma forte alta dos preços dos alimentos, o governo detinha 1,965 milhão de toneladas. Rio Grande do Sul tem 87% da área colhida, segundo a Emater Nas lavouras colhidas mais recentemente, os problemas enfrentados pela cultura têm se refletido, além da baixa produção, na má qualidade dos grãos, que diminui seu rendimento no engenho e deprecia seu valor final A colheita de arroz chega a 87% da área no Rio Grande do Sul, com as lavouras ainda obtendo rendimentos dentro dos limites já observados. Nas lavouras colhidas mais recentemente, os problemas enfrentados pela cultura têm se refletido, além da baixa produção, na má qualidade dos grãos, que diminui seu rendimento no engenho e deprecia seu valor final. Nas lavouras que restam para colher, 11% maduras e 2% em formação de grão, o potencial produtivo apresentado não difere em muito daquele alcançado até aqui. Mesmo que haja alguma queda nos rendimentos destas lavouras, seu impacto no total esperado não deve ser significativo. Na comercialização, o grão manteve sua tendência de pequenas elevações nas cotações médias semanais. Desta vez, a cotação da saca de 50 kg negociada junto ao produtor elevou-se em 1,54%, passando a mesma para R$ 28,36. Fonte: Emater/RS Conab confirma recorde de produção de grãos, mas arroz apresenta queda Em todo o País, a situação da colheita é de 60% para o milho primeira safra e de 76% para o arroz A produção de grãos no Brasil confirma, mais uma vez, números recordes. O resultado do oitavo levantamento do ciclo 2009/10, divulgado nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi estimado em 146,87 milhões de toneladas. Esta é a maior colheita da história, 8,7% superior às 135,13 milhões de toneladas da última safra. Com relação ao mês passado (146,31 milhões de toneladas), o desempenho é 0,4% maior. As variáveis responsáveis por isso são o bom regime de chuvas nas áreas de maior produção, a manutenção da boa produtividade do milho dos estados do Paraná e Goiás e a evolução na área do milho segunda safra e de plantio da soja em Mato Grosso. A soja deve alcançar 67,86 milhões de toneladas, 18,7% ou 10,70 milhões de toneladas a mais que na safra anterior. Já o milho segunda safra cresceu 16,8%, totalizando 20,26 milhões de toneladas. Somadas a primeira e a segunda safras do cereal, a produção deverá atingir 54,18 milhões de toneladas, com ganho de 6,2% em relação ao período passado. O percentual representa 3,18 milhões de toneladas a mais. Em todo o País, a situação da colheita é de 60% para o milho primeira safra e de 76% para o arroz. O feijão primeira safra está com a colheita encerrada, enquanto que o de segunda está ainda no início. Área Com a contribuição de algumas culturas para ampliação da área, o total plantado é de 47,5 milhões de hectares, inferior em 0,4% (172,1 mil hectares) ao ciclo 2008/09. A área total de milho deve chegar a 13,03 milhões de hectares, com redução de 8,1% sobre o último período (14,2 milhões de hectare) e de 15,9% na produtividade. O milho segunda safra registrou aumento de 19,1% (288 mil hectares), em Mato Grosso, e de 13,8% (51,3 mil hectares), em Goiás. A soja também teve elevação de área de 6,9% (1,49 milhão de hectares). Outros grãos não tiveram o mesmo desempenho, como o arroz (- 115,4 mil hectares), o milho primeira safra (-1,23 milhão de hectares), o feijão segunda safra (- 287 mil hectares) e o algodão (- 7,2 mil hectares). Safra de inverno Pesquisa preliminar sobre a safra de inverno indica que haverá redução na área semeada com trigo. Os estados do Rio Grande do Sul e Paraná respondem por 89% do total nacional. A previsão é de que serão produzidos 4,43 milhões de toneladas, ou seja, 86,4% da totalidade no País (5,14 milhões de toneladas). Estão em fase inicial de plantio, além do trigo, as outras culturas de inverno - aveia, cevada, centeio, canola e triticale. Os técnicos da Conab ouviram representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados em todos os estados, no período de 22 a 28 de abril. Fonte:Conab Irga destaca manejo da adubação Alegrete - O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e a Associação dos Arrozeiros de Alegrete promovem o X Entec - Encontro Técnico, que será realizado nesta terça-feira (11), às 19 horas, no Busanello Grill, em Alegrete. O evento terá palestra sobre Manejo de Adubação em lavoura de arroz irrigado e pastagens, ministrada pelo pesquisador do Irga, Rodrigo Schoenfeld. Segundo o agrônomo do Irga de Alegrete, Luis Henrique Ereno, o momento atual é de planejamento, o produtor está definindo as áreas que serão semeadas na próxima safra e realizando o preparo antecipado do solo. A realização da amostragem de solo, nessa fase, é imprescindível para a posterior recomendação da adubação. “A troca de informações e experiências entre técnicos e produtores é fundamental”, afirma. O encontro tem como objetivo a difusão de tecnologias e das pesquisas de manejo de fertilidade realizadas pelo Instituto, além de aprimorar os conhecimentos dos técnicos e conscientizar os produtores da importância da adubação para o aumento da produtividade nas lavouras de arroz do município.

 
NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS ORIZICULTORES DO RS
07/05/2010

O setor produtivo do Rio Grande do Sul através das três entidades representativas, Federarroz, Irga e Farsul, vem a público esclarecer e orientar os arrozeiros sobre informações e especulações recentemente divulgadas na mídia sobre o mercado do arroz. As informações divulgadas nesta semana através de nota do Ministério da Agricultura sobre a necessidade de importações de 2 milhões de toneladas, e destacando que o produto deverá ser importado, principalmente, de países asiáticos, como Vietnã e Tailândia são totalmente improcedentes e erráticas, bem como, os dados relativos às projeções do quadro de oferta e demanda. As informações oficiais e corretas divulgadas através de ERRATA da Assessoria de Comunicação do MAPA, no dia seguinte, após solicitação do setor produtivo são: produção nacional:11,5 milhões ton; Consumo de 12,5 milhões ton; Exportações: 500 mil ton e destaca que, as importações serão de 1,2 milhão de ton, e que deverão ser adquiridas do Mercosul. As Entidades também esclarecem sobre especulações sobre importações de terceiros mercados (Vietnã), sendo que até o momento não há informações oficiais sobre a concretização das mesmas. Nesta semana, em reunião da Câmara Setorial Nacional, em Brasília, o setor produtivo apresentou as seguintes demandas: 1) Fiscalização fitossanitária na importação de arroz de terceiros mercados, conforme previsto na IN 12 e solicitação de certificado de não transgenia; 2) encaminhamento de um projeto para a Desoneração das Exportações e 3) Elevação da Tarifa Externa Comum (TEC). As entidades também destacam a necessidade de muita cautela na comercialização, neste momento, e salientam que, ainda estão disponíveis - R$ 400 milhões de recursos para EGF no BB; - Os recursos de pré-custeio já estão sendo liberados no BB e também, o setor produtivo tem garantia dos recursos solicitados ao MAPA para a implantação dos leilões de opção, para dar sustentação de preços, se necessário.

 
Bolsa lançará serviço de proteção ao crédito do agronegócio
07/05/2010

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), uma instituição controlada pela BM&FBovespa, lançará em junho um serviço de proteção ao crédito (SPC) para o agronegócio, nos moldes daquele que indica os devedores no comércio varejista. Mas o sistema da BBM, além de apontar aqueles produtores com mais risco na contratação do crédito, também poderá funcionar como um tipo de cadastro positivo, apontando aqueles agricultores com menores dívidas. O sistema, desenvolvido a pedido da indústria de defensivos agrícolas, que financia boa parte do que os produtores emprestam no mercado, poderá no futuro contar com informações não somente das empresas de agroquímicos, mas também de fertilizantes, outro setor que atua no financiamento da produção. "O sistema é construído por partes, a bolsa atendeu a um pleito da indústria de defensivos, mas o sistema será tanto melhor quanto mais tiver participantes", afirmou o diretor de Commodities da BM&F, Ivan Wedekin, em entrevista a jornalistas no intervalo do seminário Perspectivas para o Agribusiness 2010 e 2011. Segundo ele, atualmente, a "indústria vende a prazo mas não tem nenhum mecanismo para avaliar o nível de comprometimento dos produtores e da sua clientela", o que pode ajudar nas negociações. Historicamente, o endividamento é um problema para a agricultura do país, tanto junto ao governo como junto ao setor privado. "Neste sistema, eles vão ter uma senha, vão fazer os registros dos negócios... Por exemplo, vendi 100 mil reais para determinado produtor, recebi CPRs equivalentes a tantas sacas de soja, e isso vai estar registrado no sistema", comentou o diretor, lembrando que a empresa poderá ter acesso ao comprometimento daquele produtor, mas não aos negócios feitos pelas outras companhias. "É um sistema com o objetivo de ser uma peça adicional do gerenciamento de crédito das empresas." Wedekin garantiu que o agricultor também poderá ser beneficiado. "O produtor vai poder dizer...: eu vou produzir 20 mil sacas, e o meu comprometimento é de 10 mil, portanto me dê um preço melhor (pelo produto) porque o meu risco de crédito é menor", observou.

 
Crédito rural tem melhor aplicação desde a crise financeira mundial
07/05/2010

Mais de R$ 56,3 bilhões foram concedidos a produtores rurais, entre julho de 2009 e março de 2010, valor 26% superior ao aplicado no mesmo período da safra passada. A liberação, por meio de programas de investimento, foi superior a R$ 7,2 bilhões em março, atingindo os melhores níveis desde a crise financeira mundial (em 2008/2009) para a agricultura comercial. Os dados foram levantados pelo Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Deagri/Mapa). Os recursos para custeio e comercialização chegaram a R$ 44,8 bilhões, beneficiando também produtores que lançaram mão de linhas de crédito para estocagem. “Para a comercialização, na safra atual, já foram aplicados mais de R$ 14,7 bilhões, representando crescimento de, aproximadamente, 40% em relação ao ciclo anterior”, observa o coordenador-geral de Análises Econômicas do Deagri, Marcelo Guimarães. Comercialização - Do total de R$ 14,7 bilhões para a comercialização, R$ 6,6 bilhões foram concedidos por meio de Empréstimo do Governo Federal (EGF). A Linha Especial de Crédito (LEC) responde por R$ R$ 628,5 milhões do total destinado ao reforço da comercialização de café, milho, lã, mel, carne suína e frutas. Esse último recebeu R$ 29 milhões da LEC para maçã, pêssego e goiaba. A linha de crédito incentiva a agroindústria de sucos de frutas e outros derivados. Dos R$ 54,2 bilhões programados para custeio e comercialização a juros controlados, foram empregados R$ 35 bilhões, crescimento de 18% em relação ao mesmo período da safra passada. Produção sustentável e médio produtor - Entre julho de 2009 e março de 2010, o crédito concedido pelo Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa) foi de R$ 330 milhões, cinco vezes mais do que o volume empregado no mesmo período do ciclo agrícola. “Esses números comprovam o forte interesse que o programa vem despertando mais recentemente nos bancos e produtores rurais”, segundo Marcelo Guimarães. A utilização de recursos do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural) superou R$ 2,2 bilhões, incluindo custeio e investimento, entre julho de 2009 e fevereiro de 2010. O programa é destinado ao produtor de médio porte, que foi beneficiado com quase cinco vezes mais recursos do que no mesmo período da safra 2008/2009.

 
Soja tem o maior preço em três meses
23/04/2010

Analistas veem essa valorização com desconfiança. Apesar de algumas restrições à oferta no curto prazo, a colheita de uma safra recorde na América do Sul e a expectativa de que os produtores dos Estados Unidos cultivarão uma área recorde em 2010 são fatores que devem pesar sobre as cotações no médio prazo. Essa tendência fica clara quando se observam os contratos de soja com prazos de entrega mais longos, que já refletem o cenário de oferta e demanda da safra 2010/11. Os lotes para novembro, por exemplo, fecharam a quinta-feira negociados a US$ 9,85 por bushel - um desconto de quase 3% em relação ao contrato mais líquido. Geralmente, os contratos com vencimentos mais distantes são mais caros, pois embutem custos de carregamento da commodity. Participantes do mercado dizem que os preços da soja devem ficar voláteis pelo menos até agosto, quando os produtores dos Estados Unidos colhem sua safra. Até lá, fundos de investidores devem aproveitar as incertezas em relação ao clima e ao tamanho da produção para especular com os preços da commodity

 
Segurança para quem compra e para quem vende mantém operação em 15 cidades brasileiras
22/04/2010

A agitação típica das negociações das bolsas de valores, substituída há pouco tempo pelos sistemas eletrônicos, se perpetua em 15 remanescentes espalhadas por todo o Brasil. São as bolsas de mercadorias, que movimentam o agronegócio gaúcho, com a comercialização de grãos e produtos pecuários. Uma das mais movimentadas tem sede em Porto Alegre e coloca à disposição do arroz ao coco. “Essa é uma das vantagens que tem feito cada vez mais pessoas procurarem as bolsas de mercadoria: podem vender com segurança para todo o País”, afirma o vice-presidente regional da Bolsa Brasileira de Mercadorias do Estado (BBM-RS), Jair Almeida da Silva. Em 2008, a casa foi responsável pela comercialização de R$ 455,7 milhões, em um total de 1,36 milhão de toneladas de produtos diversos, com destaque para arroz e trigo. No ano passado, foram R$ 336,4 milhões negociados e um volume de 1,87 milhão de toneladas. Em 2010, o volume alcança até agora 600 mil toneladas, principalmente de trigo, e chega a R$ 108 milhões. Uma das grandes diferenças da BBM para as outras bolsas de mercadorias é que ela não opera apenas com os produtos da Conab - arroz, algodão, trigo, soja, vinho - atuando também de forma independente, através de leilões privados. Silva destaca que o arroz é um dos principais produtos de operação na bolsa no Rio Grande do Sul, mas que também opera fortemente com trigo, vinho e milho. “Isso varia de ano para ano, de acordo com mercado e necessidade”, salienta. A novidade para este ano é o lançamento da bolsa de carne, que já funciona experimentalmente no Mato Grosso e em breve deve estar disponível para os gaúchos. O vice-presidente destaca que a grande vantagem da bolsa é a clareza que ela traz para as operações e a segurança para as duas partes envolvidas: o produtor tem a garantia de que vai vender e receber e o comprador de que vai ter aquele produto especificado. Além disso, toda operação da bolsa parte de uma classificação prévia dos produtos por um órgão oficial, que passam por inspeção, certificação de qualidade, mais uma confirmação de depósito. Silva diz que no caso da BBM todas as operações passam pela BM&F, que dispõe de um cadastro centralizado a nível nacional, com todo o histórico de compradores e vendedores. “Um cadastro positivo, pois caso a pessoa tenha alguma restrição de crédito, não vai poder operar no sistema de bolsa”, lembra. Ele explica que a bolsa tem mais de 30 anos e começou como Bolsa de Mercadorias do Rio Grande do Sul. Depois se fundiu com a BBM, após a iniciativa da BM&F de incorporar bolsas de vários estados. Hoje são sete bolsas da BBM. Incluindo a gaúcha, as demais operam no Paraná, em São Paulo, em Goiás, no Ceará, no Mato Grosso e em Minas Gerais.” Além das bolsas vinculadas à BBM, funcionam em todo o País cerca de 20 independentes, ligadas à Associação Nacional de Bolsa de Mercadorias e Cereais (ANBN) que contam com algumas peculiaridades. “No nosso caso, os corretores deixaram de lado o terno e a gravata para ir a campo, conhecer de perto o negócio dos clientes e efetuar as negociações”, conta o presidente da ANBN, Luiz Roberto Ferrari. Segundo ele, as bolsas vivem, basicamente, das receitas obtidas pelos negócios feitos nos leilões da Conab, por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização, criado em 1991. “Somos prestadores de serviço da Conab”, ressalta. Ferrari explica que a grande diferença entre as bolsas de mercadoria e a BM&F é que a primeira trabalha com fins lucrativos, projeta preços e tem liquidações financeiras. “No nosso caso, não temos fins lucrativos e trabalhamos com liquidações físicas, com a venda e entrega de mercadorias.” Segundo o presidente, o interesse dos produtores pelas negociações na bolsa tende a crescer, especialmente pela segurança do negócio. “É uma questão de mudança cultural que está ocorrendo aos poucos”, diz. Arroz em casca domina os negócios na região Sul Uma das parceiras da Conab do Rio Grande do Sul é a Bolsa de Mercadorias do Extremo Sul, de Pelotas, criada há 10 anos e que conta hoje com 11 corretoras vinculadas. O presidente da bolsa, Maurício Rodrigues Ferreira, diz que as vendas se concentram no arroz em casca, principalmente através de leilões públicos. Por meio do sistema interligado da companhia é possível vender um lote oriundo no Rio Grande do Sul para todo o Brasil. As operações são feitas principalmente via contratos de opção, PEP, Pepro, recompra e repasse. Em 2009, foram realizados leilões de contrato de opções de um total de 656,6 milhões de toneladas de arroz para todo o Brasil. Essa modalidade de leilões dá a segurança de dinheiro futuro, em função do preço fixado por seis meses, podendo os produtores antecipar ou não os contratos. Além da segurança de preço, exerce opção e entrega para o governo. O executivo qualificou a atual situação de mercado do arroz como estável, apesar da previsão de quebra na safra e da pequena tendência de alta. “A indústria vai receber menos arroz e 60% do que é depositado é de arroz verde. O mercado deve seguir com estabilidade.” O presidente diz que os leilões privados ainda ocorrem com pouca frequência na bolsa do Extremo Sul. “Acredito que por uma questão de cultura, a adesão é baixa por não se ter plena certeza do produto que está depositado no silo”, diz. O vice-presidente regional da BBM, Jair Almeida da Silva, explica que o produtor que tiver interesse em negociar via bolsa deve, em primeiro lugar, contatar uma corretora associada à BBM, identificar a localização do produto - que precisa ter um certificado de depósito de um armazém credenciado. Após, o produtor, juntamente com a corretora, definem as condições de venda, à vista ou a prazo.

 
Dia de Campo em São Lourenço do Sul
02/03/2010

São Lourenço do Sul – O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), por meio do 17º Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural de São Lourenço realiza amanhã (03), tradicional Dia de Campo na Fazenda do Sobrado. O evento inicia às 9 horas e tem o apoio da Cooperativa Armazenadora de Cereais.

 
 
Bolsa de Mercadorias Metade Sul
Rua: Antônio dos Anjos, Nº 830 - Centro - Pelotas/RS Brasil
Fone: (53) 3284-7200 Fax: (53) 3284-7208
 

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